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Um Picasso – Presencial

O Passaporte da Vacina será exigido a partir de 09/09/2021, em conformidade com o DECRETO Nº 60.488

Para validar sua entrada, você deve apresentar:

- documento de identidade com foto (RG, CNH, RNE etc)

- Passaporte da Vacina (carteirinha de vacinação física ou eletrônica via aplicativos/sites como PoupaTempo, Conecte SUS, E-saudeSP, VaciVida)

SINOPSE

Primeira vez que um texto do dramaturgo Jeffrey Hatcher ganha uma produção brasileira. Trama revela um duelo verbal entre o pintor e uma agente que trabalha para os nazistas. Sergio Mastropasqua e Clara Carvalho dão vida aos personagens.

O confronto entre o pintor Pablo Picasso e uma agente do Ministério da Propaganda Nazista é o argumento para o texto do autor norte-americano Jeffrey Hatcher, que chega aos palcos pelas mãos do diretor Eduardo Tolentino de Araujo, em mais uma montagem inédita do Grupo Tapa. Protagonizada por Sergio Mastropasqua e Clara Carvalho, Um Picasso estreia dia 19 de agosto, e dá o pontapé inicial na reabertura do Teatro Aliança Francesa. A temporada vai até 26 de setembro com sessões de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 17h. Não haverá bilheteria física, os ingressos devem ser comprados somente pela internet na plataforma Sympla.

Durante a ocupação nazista de Paris em 1941, Pablo Picasso (1881-1973) é levado a um porão para ser interrogado por Fraulein Fischer, cuja missão secreta é obter a autenticação do pintor em, pelo menos, uma de três obras que foram confiscadas recentemente. O Ministério da Cultura nazista planeja uma suposta “exposição”, todavia o objetivo é queimar obras de “arte degenerada”. Os personagens se envolvem em uma negociação que se revela um verdadeiro embate sobre arte, política, verdade, morte e atração de poder.

Eduardo Tolentino teve seu primeiro contato com o texto de Hatcher ao dirigir uma montagem com a Companhia de Teatro de Braga no ano de 2014 em Portugal e iria dirigir uma versão no primeiro semestre de 2020 pelo Tapa, porém o projeto foi interrompido com a pandemia.

“Íamos estrear no ano passado, na época existia uma discussão metafórica sobre o sentido da arte, agora o significado é outro, é a barbárie. Recentemente, chegaram até a queimar um quadro de Picasso para vender na internet nos Estados Unidos. A peça ganha uma conotação maior nesses tempos sombrios que estamos vivendo.”

Les Demoiselles d’Avignon, A Banhista Sentada, Três Músicos, Dora Maar com Gato, e claro, Guernica são apenas alguns exemplos mais populares da obra do pintor espanhol, que subverteu todos os princípios das artes plásticas, se reinventado a cada nova fase. Um marco do século 20, que divide a arte, antes e depois dele.

Para o ator Sergio Mastropasqua, a peça é extremamente atual quando se reflete sobre a arte, pois ela incomoda quem está querendo diminuir a diversidade de vozes. “Essa dramaturgia fala da queima de quadros pelos nazistas, o Brasil tem censurado livros; não são universos tão distantes. Em uma circunstância de exceção, uma pessoa se dá ao direito de dizer o que deve existir ou não. A montagem lida com obras de arte, contudo esse mesmo raciocínio foi aplicado a pessoas, o que é uma verdadeira tragédia”.

Clara Carvalho enfatiza que o espetáculo é um painel político do período da 2ª Guerra, mas apesar da distância temporal, imagens do nosso tempo como as balsas afundadas dos refugiados no Mediterrâneo são como novas Guernicas. Uma das características mais marcantes de sua atuação, é a dubiedade de sua personagem.

A peça se passa em um porão inóspito que funciona como um depósito para obras de arte e local de tortura pela Gestapo. Já o figurino retrata a época em que viveram os personagens. Essa é a primeira vez que um texto de Jeffrey Hatcher ganha uma produção brasileira. O dramaturgo nasceu em Ohio e tem 64 anos, seus trabalhos constantemente são montados pelos Estados Unidos como Compleat Female Stage Beauty, Three Viewings, Scotland Road, Sockdology and Tesadas With Morrie. Um Picasso já teve montagens em Portugal, República Tcheca, entre outros países.

Tolentino ressalta a importância de Picasso e das reflexões proporcionadas pelo teatro e cultura em geral. “A peça é crivada na atualidade, apesar de passada no período da guerra e ser uma oficial da Gestapo interrogando um artista, um dos maiores da história da humanidade. A arte não pode nada contra as armas, mas sobrevive e nos faz repensar a história. É fundamental colocar a importância da arte em um momento que pensamentos autoritários tentam demonizá-la. O que a peça diz é que a arte vai sobreviver a tudo isso”.

Ficha Técnica: 

Texto: Jeffrey Hatcher. Direção: Eduardo Tolentino de Araujo. Assistente de Direção: Ariel Cannal. Iluminação: Nicolas Caratori. Elenco: Sergio Mastropasqua e Clara Carvalho. Redes Sociais: Bianca Nóbrega. Design Gráfico: Mau Machado Costureira: Judite Lima. Alfaiate: Miguel Arrua. Fotos: Ronaldo Gutierrez. Adereços: Jorge Luiz Alves. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Assistente de Produção: Rafaelly Vianna. Direção de Produção: Ariel Cannal.

 

CICLO DE ATIVIDADES ARTE E GUERRA
Dialogando com o espetáculo Um Picasso, do autor norte-americano Jeffrey Hatcher, o Grupo Tapa e Aliança Francesa de São Paulo organizam o Ciclo Arte e Guerra, uma série de atividades gratuitas e on-line. As atividades acontecem toda quarta-feira, às 19h, de 15 de setembro a 6 de outubro. Para participar é só reservar ingresso via Sympla.
O ciclo tem bate-papo com Marco Antônio Guerra, professor de História da Cultura e da Comunicação, ECA/USP (15 de setembro); e Antonio Hélio Cabral, artista plástico (22 de setembro). Além das conversas, serão apresentadas duas leituras: Entre Quatro Paredes, de Jean-Paul Sartre (29 de setembro); e O Equívoco, de Albert Camus (6 de outubro), ambas com direção de Eduardo Tolentino de Araujo.
1ª SEMANA – 15 de setembro – 19h
Bate papo com Marco Antônio Guerra, professor de História da Cultura e da Comunicação, ECA / USP
Participação de Eduardo Tolentino de Araujo, Clara Carvalho e Sergio Mastropasqua
2ª SEMANA – 22 de setembro – 19h
Leitura: Entre Quatro Paredes, de Jean-Paul Sartre
com Clara Carvalho, Daniel Volpi, Mariana Muniz e Sergio Mastropasqua
direção Eduardo Tolentino de Araujo
3ª SEMANA – 29 de setembro – 19h
Bate papo com Antonio Hélio Cabral, artista plástico.
Participação de Eduardo Tolentino de Araujo, Clara Carvalho e Sergio Mastropasqua
4ª SEMANA – 6 de outubro- 19h
Leitura: O Equívoco, de Albert Camus
com Brian Penido, Clara Carvalho, Mariana Muniz, Patrícia Pichamone e Sergio Mastropasqua
direção Eduardo Tolentino de Araujo

SERVIÇO

 ***PROTOCOLOS DE SEGURANÇA***

·       A capacidade máxima será de 52 pessoas.

·       Não haverá bilheteria no teatro, os ingressos devem ser comprados exclusivamente pela internet na plataforma Sympla;

·       Abertura da plateia meia hora antes do espetáculo;

·       É imprescindível o uso de máscara no teatro antes, durante e após o espetáculo;

·       Monitoramento do uso de máscaras através das câmeras de segurança;

·       Álcool em gel estará disponível para o público;

·       Equipe do espetáculo (inclusive elenco) não receberão o público no saguão antes ou depois do espetáculo.

·       Quem for pedir carros de aplicativos/táxi, poderá esperar na plateia para não aglomerar em frente ao teatro.

 

Um Picasso

Teatro Aliança Francesa

Rua General Jardim 182 – Vila Buarque. (11) 3572-2379

Estreia dia 19 de agosto, quinta-feira, às 20h.

Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/68350/d/104024

(VENDAS SOMENTE ONLINE)

Preços: R$40/R$20, quinta e sexta;

R$60/R$30 sábado e domingo.

Temporada: De quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 17h.

Até 26 de setembro.

Duração: 80 minutos.

Classificação: 14 anos.

Capacidade: 52 lugares + 4 PNE. Ar-condicionado.

Estacionamento conveniado na Rua Rego Freitas 285.