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Fóssil – Online

Idealizado por Natalia Gonsales, espetáculo aborda o tema da guerra curda na revolução da libertação da mulher e a democracia direta no Oriente Médio. Em cena, Rita Pisani ao lado de Nelson Baskerville

SINOPSE

De 29 de agosto a 31 de setembro.

Sábado às 21h00,  Domingo às 16h00 e segunda às 19h00.

Duração: 70 minutos

Classificação: 14 anos

Ingressos: a partir de R$ 20,00.

No sábado os ingressos são gratuitos.

Garanta seu ingresso em:

Venda ingressos e acesso à transmissão:

Sábado:  https://www.sympla.com.br/fossil—smc__949132

Domingo: https://www.sympla.com.br/fossil__949325

Segundahttps://www.sympla.com.br/fossil—3108—19h__950157

Especificação técnica: baixar o aplicativo Zoom, preferencialmente no PC ou notebook. Também é possível assistir por tablet, celular ou emparelhamento com Smart TV.

Uma cineasta busca, em uma grande distribuidora de gás, recursos para realização de seu filme sobre a Revolução de Rojava, onde nasce um processo radical de democracia participativa com forte atuação das mulheres curdas. Durante a apresentação do projeto, ela é atravessada pelo passado recente da nossa história e se defronta com as contradições de ter sua obra patrocinada.

A peça se passa dentro da sala de Luiz Henrique (Nelson Baskerville), diretor da maior empresa de gás liquefeito de petróleo. Anna (Rita Pisani), uma jovem cineasta, vai ao seu encontro em busca de recursos para a realização de um filme sobre a Revolução de Rojava, no norte da Síria.

A cineasta narra o roteiro de seu filme e a importância político-social deste, cruzando histórias de mulheres curdas torturadas da Síria com memórias de mulheres na ditadura brasileira de 64. “Ao olhar para nós à luz dessa revolução, vemos as mulheres que nos geraram, e antes delas, as que geraram nossas mães, e antes delas, as outras, e as outras, e as outras e todas nós. Ao olhar para nós à luz da Revolução de Rojava, sabemos que queremos e que podemos acreditar em utopias por meio de um trabalho diário que deixe nascer outras formas mais justas e libertárias de se pensar e viver. ” Complementa a dramaturga Marina Corazza.

A tensão entre os dois personagens vai crescendo durante o espetáculo. Luiz, que viu Anna crescer, tem um olhar paternal para com ela e conforme a cineasta conta sobre o seu projeto e a importância da luta curda, relações dúbias de opressão e falta de escuta são estabelecidas. Em um plano que atravessa o presente, a jovem cineasta fala de sua mãe, presa política na ditadura de 64. O papel contraditório de financiamento das artes por grandes empresas também perpassa toda a peça. Abre-se com isso mais uma camada crítica na peça a respeito da política cultural e as contradições que incluem valores éticos e morais para a realização de um produto altamente desvalorizado no mercado atual.

A encenação de Sandra Corveloni propõe um encontro entre teatro e audiovisual tendo projeções sensitivas e trilha sonora original, criando um clima de sala de cinema, para falar da Revolução de Rojava ou Confederalismo Democrático do Norte da Síria. “Fóssil possui uma dramaturgia bastante profunda, com camadas de informações e sentimentos que aparecem à medida em que o texto avança. A montagem que é ao mesmo tempo teatral e cinematográfica, nos leva a refletir sobre questões como os direitos das mulheres, a democracia, as fronteiras e a arte”, comenta a diretora.

“Ao alternar uma negociação repleta de desconforto de uma artista com seu projeto e os donos do dinheiro, a peça oferece espaços poéticos tendo como cenário o deserto esvaziado da região e a exuberância do céu estrelado” – Leando Nunes (Estadão)

“O espetáculo envolve os espectadores desde a cena inicial. Mesmo que a história do povo de Curdistão seja pouco conhecida da maioria dos brasileiros, a trama emociona por associar a opressão do povo curdo com a luta das mulheres por seus direitos.” – Mauricio Mellonge (Favo do Mellone)

“O drama se sustenta pela crueza dos relatos e pela força dos diálogos. […] uma peça que faz um convite para o espectador pensar em pontos relevantes como a globalização, o imperialismo, a intolerância, a exclusão. Se a história é construída pelos opressores, da mesma forma pode ser desconstruída pelos oprimidos.” – Edgar Olimpio (Revista Estravaganza)

FICHA TÉCNICA

Idealização: Natalia Gonsales

Dramaturgia: Marina Corazza

Direção: Sandra Corveloni

Com: Rita Pisani e Nelson Baskerville

Música Original: Marcelo Pellegrini

Desenho de Luz: Aline Santini

Figurino: Leopoldo Pacheco

Cenário: Carol Bucek

Videografismo e Videomapping: André Grynwask e Pri Argoud (Um Cafofo)

Voz canção curda: Rojda

Produção musical: Surdina

Mãe de Anna: Clara Cury

Assistência de Direção: Felipe Samorano

Assistência e Operação de Luz: Pajeú Oliveira

Operação de som: Pedro Ricco

Projecionista: André Grynwask

Assessoria de Mídias Sociais: Barbara Berta

Fotos de Divulgação: Ronaldo Gutierrez e Haroldo Miklos

Fotos do Espetáculo: Ronaldo Gutierrez e Matheus José Maria

Registros fotográficos do Curdistão:  Alexandre Auler, Fabio Braga e Virginia Benedetto

Imagens aéreas (drone) de Kobani: Gabriel Chaim

Aulas sobre os conflitos do Oriente Médio: Reginaldo Nasser

Realização: Bem Casado Produções Artísticas

Direção de Produção: Leticia Gonzalez e Contorno Produções

Produção Executiva: Leticia Gonzalez

Assistente de projetos e comunicação: Bianca Bertolotto