A França Contra os Robôs

O monólogo 'A França contra os robôs' é um espetáculo adaptado a partir de diversas obras de Georges Bernanos, incluindo o livro de mesmo título 'La France contre les robots'. A peça será encenada em francês e terá legendas em português.

SINOPSE

LA FRANCE CONTRE LES ROBOTS

ET AUTRES TEXTES DE GEORGES BERNANOS

A FRANÇA CONTRA OS ROBÔS
e outros textos de Georges Bernanos

 

Texto de Georges Bernanos
Adaptação de Jean-Baptiste Sastre et Gilles Bernanos
Colaboração Artística de Hiam Abbass
Com a voz de Gilles Bernanos e interpretação de Jean-Baptiste Sastre

Um olhar para o futuro escrito em 1944. O texto “La France contre les robots” é um dos trabalhos mais reconhecidos do francês Georges Bernanos, e será encenado em uma apresentação única, no dia 18 de setembro, às 20h, no Teatro Aliança Francesa.

Encenado em francês, mas com legenda em português, o espetáculo evoca a visão do autor e a projeta sobre o século XXI – do qual somos hoje testemunhas. Em cena, o ator Jean-Baptiste Sastre , apresenta um retrato sem concessão do mundo moderno e nos propõe um reencontro com nossa própria forma de ver o mundo. “Já que a liberdade de nosso pensamento é conquistada a cada dia contra nós mesmos, contra nossos hábitos e nossos preconceitos, é necessário pensar livremente com um novo olhar sobre o mundo, uma outra visão sobre o futuro, outra concepção do Homem”, propõe Jean-Baptiste Sastre.

O ator Jean-Baptiste Sastre
O ator Jean-Baptiste Sastre

Georges Bernanos (Paris, 20 de fevereiro de 1888 — Neuilly-sur-Seine, 5 de julho de 1948) foi um escritor e jornalista francês. Era um Católico Romano com inclinações monarquistas, um grande crítico da “burguesia” de sua época, acusada por ele de alimentar um forte sentimento do que ele chamou de derrotismo. Ele acreditava que isso levou a França a ser ocupada pela Alemanha em 1940 durante a Segunda Guerra Mundial. Participou intensamente da vida política francesa: foi soldado de trincheira na Primeira Guerra Mundial e repórter na Guerra Civil Espanhola. Após a derrota da França para os alemães, em 1940, já exilado no Brasil, decide apoiar a ação da França Livre por meio de uma série de artigos de jornal, onde se coloca contra o regime de Vichy e ao serviço da Resistência francesa.

No período de seu exílio no Brasil, entre 1938 e 1945, Georges Bernanos observa o nascimento de um novo mundo. E desenvolve uma crítica violenta ao liberalismo. Ele contesta o exercício da liberdade na sociedade industrial, pois observa a desaparição da vida interior e a perda da espiritualidade do Homem. Para ele, é possível ter acesso à sociedade de consumo somente às custas da renúncia à criação, aceitando se tornar um simples peão sobre o tabuleiro econômico.

O espetáculo “La France contre les robots” é um monólogo radiante que evoca a visão de Bernanos e a projeta sobre o século XXI – do qual somos hoje testemunhas. O espetáculo é adaptado a partir de trechos de diversas obras de Bernanos onde o autor traça um retrato sem concessão do mundo moderno e nos propõe um re-encontro com nossa própria forma de ver o mundo. “Já que a liberdade de nosso pensamento é conquistada a cada dia contra nós mesmos, contra nossos hábitos, nossos preconceitos…” Pensar livremente por um novo olhar sobre o mundo, uma outra visão sobre o futuro, outra concepção do Homem, é o que nos propõe Jean-Baptiste Sastre.

 

Sobre Georges Bernanos e sua obra

‘A França contra os robôs’ é um livro do grande escritor e pensador francês Georges Bernanos (1888-1948), originalmente era intitulado Hino à Liberdade, sintetiza as ideias e reflexões da obra, lançada no Brasil e na França em 1947 e que segue atual por trazer uma crítica visionária do predomínio da técnica sobre a liberdade.

Bernanos, homem de fé e paixão, anticonformista e polemista foi jornalista e, com o sucesso de seu primeiro romance ‘Sob o Sol de Satã’, de 1926, passou a viver como escritor. Foi chamado de romancista do “realismo sobrenatural” e atacou o conformismo burguês, os conflitos interiores, sem ter medo de ser inimigo de todas as covardias que diminuem as pessoas e das tiranias que o esmagam.

Passou o período da II Guerra Mundial no Brasil, defendendo o seu país e pregando a favor da resistência francesa. Retornou à França em 1948, onde faleceu três anos depois. ‘A França contra os Robôs’ foi escrito no Brasil por volta de 1944/45. Hitler já estava derrotado, mas Bernanos alertava sobre o predomínio da técnica e da eficácia sobre o valor da honra humana.

Em 1947, Bernanos já criticava o sistema materialista e mercantil, que pretensamente conduziria à felicidade humana. O culto à velocidade e ao rendimento desenfreado foram analisados por Bernanos, que sempre colocou a liberdade humana acima de tudo. Ele entendia que o perigo não estava na multiplicação das máquinas, mas, sim, no número crescente de homens habituados desde a infância a desejar apenas que as máquinas podem dar.

Num mundo altamente informatizado, mas repleto de desigualdades culturais, sociais, políticas e econômicas, cheio de fundamentalismos de várias espécies e violência, a obra de Bernanos, um panfleto visionário destinado a despertar consciências, mostra inacreditável atualidade. O livro convida os leitores a exercerem liberdade, não dependerem tanto de máquinas e robôs e, acima de tudo, a não se tornarem robôs, a serviço de alguns mecanismos nacionais e globais que andam por aí.

 

SERVIÇO

La France Contre Les Robots – “A França contra os robôs”
(peça encenada em francês com legendas em português)

Após o espetáculo teremos um bate-papo com Gilles Bernanos, Jean-Baptiste Sastre e Hiam Abbass

Dia: 18/09
Horário: 20h00
Local: Teatro Aliança Francesa
Classificação: 12 anos
Duração: 90 minutos
Evento Gratuito
Retirada de ingressos 1h antes na Bilheteria do Teatro

INGRESSOS

Evento Gratuito
Retirada de ingressos 1h antes na Bilheteria do Teatro. Limitado a 2 ingressos por pessoa.